O regresso da bola de elite

Começa hoje a Competição de Elite no Futebol Português, a Primeira Liga. Constituída por 18 equipas, com 34 jornadas e com mais de 300 jogos, a Primeira Liga é o expoente máximo a nível profissional de futebol em Portugal.

Este ano são 3 os promovidos ao primeiro escalão do futebol português: Rio Ave
(campeão da Liga Portugal 2 2021/2022), Casa Pia (2º classificado da Liga Portugal 2) e Chaves
(vencedor do play-off frente ao Moreirense). Estas três equipas terão tarefa difícil, pois estar na
Primeira Liga e na Segunda Liga é diferente, a exigência é muito maior.

Destas três equipas quem à partida poderá ter mais dificuldades é o Casa Pia isto
porque: já não estava na Primeira Liga há 83 anos, o que obriga a uma melhoria na sua estrutura
profissional de forma repentina; não tem condições no seu estádio neste momento para receber
jogos da Primeira Liga, logo terá “casa” emprestada; perdeu uma das suas peças mais
importantes, Jota Silva, que rumou ao Vitória de Guimarães. Ainda assim, os “Gansos”
comandados por Filipe Martins reforçaram-se com vários jogadores, como Rafael Martins do
Moreirense, por exemplo, e, acabaram por fazer uma boa pré-época somando 2 vitórias, 2
empates e 2 derrotas, em 6 jogos.

Tanto Rio Ave como Chaves têm estruturas mais preparadas para a Primeira Liga, visto
que nos últimos anos tinham estado presentes no escalão mais alto do futebol português.
O Rio Ave manteve grande parte dos seus “homens fortes” como Aderllan Santos e
Vítor Gomes reforçando-se ainda com jovens formados no Benfica e, com jogadores como
Patrick William, já experiente na primeira divisão. Luís Freire, que tem um trajeto
verdadeiramente fantástico no futebol português, agora sendo campeão em título da Segunda
Liga, vai tentar mostrar serviço na elite.

Já o Chaves teve outra estratégia. Vítor Campelos perdeu vários jogadores e apostou na
qualidade dos Campeonatos inferiores para colmatar essas saídas. Os Transmontanos fizeram
com que o Moreirense descesse ao segundo escalão e são uma equipa com grande história na
Primeira Liga.

Analisando as outras equipas, consegue-se perceber que: há uma maior procura pela
qualidade existente no Campeonato de Portugal, Liga 3 e Liga Portugal 2; contratam-se cada
vez mais jogadores formados nos “Grandes” e, no caso dos “Grandes”, do Braga, do Vitória SC
e do Gil Vicente, a procura pela qualidade nas restantes equipas da Liga.

A nível de vendas, há clubes que fizeram um bom mercado, onde perderam jogadores
importantes mas, tiveram um retorno monetário importante casos do Santa Clara (Lincoln e
Morita), do Boavista (Petar Musa), do Estoril (André Franco), do Casa Pia (Jota Silva), do
Vitória SC (Rochinha), do Gil Vicente (Samuel Lino), do Braga (David Carmo), do Benfica
(Darwin), do Sporting (Palhinha) e do Porto (Vitinha e Fábio Vieira).

Como reforços que poderão ser destaques da Liga Portuguesa, pelo sou pouco
conhecimento, destacaria Pablo Moreno (Marítimo), Enzo Fernández (Benfica), Lainez (Braga),
Pedro Tiba (Gil Vicente), Veron (Porto) e Bryan Rochez (Portimonense).
Na nossa Liga já há equipas a competir oficialmente mas, a nível europeu, nas
eliminatórias de acesso às Competições Europeias. Na UEFA Conference League, o Vitória SC

venceu a 2ªpré-eliminatória e, ontem perdeu a primeira mão da 3ªpré-eliminatória frente ao
Hadjuk Split por 3 bolas a 1. Nesta mesma competição, na passada quarta-feira, o Gil Vicente
conseguiu um empate a 1 em casa do Riga FC da Letónia. Já na UEFA Champions League, o
Benfica goleou o Midtiylland por 4 bolas a uma e, está bem encaminhado para chegar ao play-
off. Estas três equipas têm uma vantagem que pode ser uma desvantagem, para já têm mais
ritmo de jogo mas, estes jogos de qualificação fazem com que se jogue de 3 em 3 dias o que não
é nada fácil, muito menos num início de uma época.

Falando agora da luta pelo título, considerando os três “Grandes” os candidatos, creio
que este ano poderemos ter um dos melhores campeonatos dos últimos tempos, pois parece
haver um grande equilíbrio.

O Porto é quem parte, obviamente, como favorito, visto que é o campeão em título.
Sérgio Conceição perdeu, como peças importantes, dois jovens promissores Vitinha e Fábio
Vieira, para além de um jogador que não era fantástico mas, representa o chamado “certinho”
no mundo do futebol, Chancel Mbemba. Os Dragões foram ao mercado contratar Gabriel
Veron, André Franco, Stephen Eustáquio e David Carmo, para colmatar estas saídas. O clube da
Invicta já venceu a Supertaça frente ao Tondela e parece extremamente forte com várias
soluções de qualidade para todas as posições, o que poderá ser uma vantagem devido às muitas
competições disputadas.

Sporting tem uma estrutura montada e parece novamente sólido no sistema e na gestão
de Amorim. Na minha opinião, parece que o plantel continua sem estar fechado e, creio que está
muito dependente da saída ou não de Matheus Nunes. Sporting teve como maiores perdas as
saídas de Palhinha e Sarabia, que têm como jogadores para os substituir, as contratações Morita,
Trincão e Rochinha e Ugarte que era concorrente direto de Palhinha já na época passada. Uma
das grandes incógnitas no Sporting é a razão pela qual não é contratado um avançado? Amorim
diz que não necessita mas, a meu ver é a única peça que falta aos Leões.

Por fim, os comandados de Roger Schmidt, o Benfica, parece uma equipa nova. Com
grande parte dos jogadores da época passada a equipa parece estar bastante coesa e a praticar
um futebol muito holandês, virado para o ataque e para ter a bola, algo que se percebe pelo
percurso do seu treinador. Darwin foi a maior perda das Águias mas, creio que o coletivo do
Benfica está a funcionar para colmatar a falta que o uruguaio faz na equipa. Na minha opinião,
David Neres e Enzo Fernández poderão ser dois dos craques deste Benfica, que está diferente e
aparenta ser para melhor.

Como diria João Pinto, “Prognósticos só no fim do jogo!”. Vamos ver a bola a rolar e
disfrutar de mais uma época de futebol, sabendo que a pré-época não é igual aos jogos oficiais.

 

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Por David Carvalho

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